Produtos passaram a ocupar o terceiro posto no ranking de exportações do Pará

Como parte do significativo avanço ocorrido nacionalmente nas exportações de produtos químicos em 2005, o Pará destacou-se nas vendas para o comércio exterior dentro do segmento. Segundo levantamento do Anuário do Comércio Exterior 2006, publicado pelas editoras, Análise e Globo, os produtos químicos foram o terceiro item mais exportado pela economia paraense, com um total de US$ 720 milhões em vendas e 15% de participação no total exportado pelo Estado, ficando atrás apenas dos minérios (38%) e do alumínio (19%).

As vendas brasileiras de produtos químicos apresentaram em 2005 um crescimento de 22% em relação a 2004. No volume embarcado, foram adicionados 12%. O Brasil é um tradicional importador desse tipo de produto, mas em 2005 as exportações foram favorecidas por alguns fatores inesperados. Na frente interna, as fábricas preparam-se para um aumento de demanda que não se realizou e acabou por produzir excedentes. Lá fora, a indústria americana foi afetada por intempéries que comprometeram a capacidade de abastecimento e produção de alguns produtos.

As negociações com aquele país contribuíram para a elevação das exportações, que, em 2005, chegaram a 8,3 milhões de toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado é que, no fim das contas, o setor químico brasileiro registrou um dos maiores saltos nas vendas externas já observados. Em razão do cenário externo favorável, estima-se que 2006 feche com aumento e entre 10% e 15% nas vendas. A indústria brasileira começou a fazer investimentos com o objetivo de reforçar sua posição no mercado internacional.

Por causa do bom resultado obtido nas exportações, o segmento químico absorveu uma redução significativa do seu déficit na balança comercial. A conta fechou no patamar de 7,5% em 2005. Segundo dados do setor, de janeiro a junho de 2006, as exportações avançaram perto de 10% e o déficit foi novamente reduzido, declinando ao redor de 1% em relação mesmo período de 2005. Ano passado, as exportações chegaram a quase US$ 5 bilhões, o que representou crescimento de 15,7% em relação ao mesmo período de 2005. No acumulado do ano, as importações totalizaram quase US$ 9 bilhões.

A indústria química brasileira fornece principalmente para a Argentina (que compra 22% da produção) e Estados Unidos (16%), países que, juntos, consomem cerca de 40% das vendas nacionais do segmento. Outros dos principais compradores são Chile (4%), Alemanha (4%) e Holanda (3%).

O Brasil está entre os dez maiores produtores mundiais de químicos, mas ainda exporta pouco se comparado aos líderes mundiais do setor, como Alemanha, Estados Unidos e França. O mercado interno brasileiro, no entanto, é grande, e negociações com o MERCOSUL e com os países sul-americanos em geral representam possibilidade importante de demanda constante. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor responde por 3,5% do Produto Interno Bruto Nacional (PIB). É uma indústria que está na segunda posição entre os principais segmentos industriais.